A inacreditável atitude do cidadão Mário Vale, levando a tribunal, por um motivo fútil, o Prof. Castro Nunes, cuja filha o seu pai matou em escabrosas circunstâncias sem que chegasse a ser incomodado pela justiça devido à voluntária intervenção do pai da criança, o qual solicitou o arquivamento do processo, renunciando deste modo à correspondente e vultosa indemnização pecuniária, a que juridicamente teria legítimo direito, não fez mais do que avivar dolorosas recordações, trazidas à ribalta por tão descabido e caricato gesto do demandante em causa, tanto mais que o dano alegadamente provocado por suposta difaação não vai pecuniariamente além dos 2.000 (dois mil) euros, o valor pedido, que mais parece esmola.
Vendo no filho a sombra do pai que já se havia desvanecido no seu espírito, mas que agora surge das cinzas do passado para de novo o atormentar e lhe inquinar a vida prestes a extinguir-se, pois se trata de um nonagenário de precária saúde, o egrégio catedrático desabafou a sua angústia nos poemas que por aí correm e que passamos a transcrever, dada a sua qualidade literária:
Sempre que vejo o sujeito,
vem-me à ideia o fulano
que de um modo desumano
o meu lar deixou desfeito.
Tirem-no da minha frente,
pois sempre que isso acontece
é como se sucedesse
a tragédia no presente.
A atitude que assumiu
ante mim, veio avivar
uma dor a dormitar
que novamente emergiu!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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