quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ADVERTÊNCIA

A administração do blogue adverte que não dá publicidade a quaisquer comentários, cujos autores não venham devidamente identificados.  Não se admitem mascarados.  O carnaval... é noutro sítio: é questão de procurar!  Aqui só entra gente que tenha nome e cara a descoberto!

Um caso de "aversão freudiana"?

De acordo com eminentes especialistas, de nível universitário, nos domínios da neurociência e, designadamente, no foro das interligações da matéria com o espírito, o que origina a chamada "consciência", tudo faz crer que a "osga" que o cidadão Mário Vale alimenta contra o Prof. Castro Nunes procede de uma espécie de "aversão freudiana" relacionada com a morte da sua filha, há coisa de meio século, às portas de Arganil, em circunstâncias escabrosas, que se tem procurado minimizar ou mesmo ocultar, pois está em causa a reputação do culpado, que só não foi incomodado pela justiça graças à generosa intervenção do pai da criança a seu favor. O certo é que, segundo as mais recentes investigações, como por exemplo as efectuadas e acabadas de divulgar por António Damásio no sua obra intitulada "O livro da consciência", essa hipótese é mesmo de considerar.  É que não existe fumo sem fogo ou vice-versa. Há séculos que diz o povo que "ódio velho não cansa".  Que será isso de "aversão freudiana"?  Do que se haviam de lembrar!  É o que dá mexer nas sombras do passado, ainda que distante!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A saga do cofre arrombado

 Na comunicação social escrita corre por aí o seguinte poema atribuído ao Prof, Castro Nunes e ao qual parece referir-se José Saramago numa das suas peças, "Os arrombas", ainda inédita:


Quase valendo um império,
num cofre estava encerrado,
a sete chaves fechado,
um tesouro questionado,
constituindo um mistério
o que estava lá guardado,
mesmo assim sendo roubado,
sabe Deus com que critério.

Há que encontrar o culpado
deste grande despautério!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CONVITE

Por solicitação do Prof. Castro Nunes, seu autor, transcrevemos, com muito gosto, o poema a convidar os seus numerosos amigos para o julgamento que, no próximo dia 6 de outubro, vai ter lugar no tribunal judicial de Arganil por suposto crime de difamação:

Vinde ver-me julgar, amigos meus,
na terra que na vida eu mais amei,
onde, acusado por iníqua lei,
eu me encontro à mercê dos fariseus!

Eu disse por escrito, sem ranor,
agravando de boca a afirmação
de que roubado fui sem pundonor
por atrevida e confessada mão.

Vou demonstrá-lo ante o senhor juiz,
se para tal me der a faculdade
de pôr em pratos limpos a verdade.

Vinde assistir, amigos, pois eu fiz
questão de convidar para a audiência
uma numerosíssima assistência!

JOÃO DE CASTRO NUNES

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"VAMOS A ISSO!"

Com este título, já corre mundo na comunicação social escrita, o poema que, a propósito do seu próximo julgamento no tribunal de Arganil,  elaborou o nonagenário Prof. Castro Nunes e que a seguir transliteramos:

"Vou ser julgado por difamação,
ao cabo de uma vida irrepreensível,
por ter escrito, com toda a razão,
que fui roubado de maneira incrível.

Tenho a população toda ao meu lado,
como ocorreu numa outra ocasião,
há mais de meio século passado,
nas garras de cruel tribulação.

O pior que me podia acontecer
era o processo, por qualquer motivo,
ser retirado, sem me defender.

Dizer eu quero, frente a frente, ao vivo,
as causas que se encontram subjacentes
às minhas referências... pertinentes!".

QUE GRANDE BRONCA!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O DADO QUE FALTA

A propósito do material subtraído ou surripiado (entre um termo e outro, venha o diabo e escolha), por confessado arrombamento,  da caixa metálica existente nas instalações dos paços do concelho de Arganil  e contendo o inventário-geral do espólio arqueológico pertencente ao Prof. Castro Nunes, transcremos, com a sua autorização, o esclarecimento que o "Jornal  de Arganil", ao abrigo do direito de resposta, se recusou a publicar, mas que já é do domínio público, a saber:

"Mais de um ano se passou (19 de março de 2oo9) desde que, respondendo ao Engº Rui Silva acerca do "Espólio Arqueologico da Lomba do Canho" (12 de março de 2009), repus, neste mesmo jornal, "a verdade dos factos" por ele referidos e fraudulentamente apresentados para se limpar das mazelas que lhe imputei  no processo-crime que judicialmente lhe movi no Tribunal da Comarca de Arganil por má-fé no trato dado aos materiais arqueológicos por mim confiados à guarda da Câmara Nunicipal, então sob a sua presidência autárquica.

O certo é que, perante os factos relatados na sua inquestionável autenticidade, nem ele nem seus comparsas (Drª Regina Anacleto e cidadão Mário Vale) saíram a terreiro a contestá-los, assumindo pois a sua integral veracidade.

Pois bem. Antes de baixar o pano ou, por outras palavras, pôr um lajedo sobre tão escabroso assunto, importa esclarecer em que circunstâncias (quando, onde, como e por quem)  foi "descoberto" o tal inventário-geral do Museu Regional de Arqueologia que eu próprio promovi para meu uso pessoal e que foi levado a cabo pelos meus diligentes colaboradores nos intervalos das escavações arqueológicas em que tomaram parte, inventário que entretanto levou sumiço. Nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima. Falta apurar este dado da máxima importância para o esclarecimento do processo, pois tudo o mais foi por mimdevidamente esclarecido na resposta que dei ao Engº Rui Silva e foi aliás judicialmente comprovado, à excepção da sua eventual dolosidade. Fico aguardando.  JOÃO DE CASTRO NUNES".

A virgem ofendida

A propósito de um julgamento que vai ter lugar no tribunal de Arganil em 6 de outubro, anda por aí uma discussão do caraças sobre o significado do termo "surripiar", utilizado pelo Prof. Castro Nunes acerca do roubo de que foi vítima por arrombamento (abertura sem chave) de uma caixa metálica (cofre) existente nas instalações do museu arqueológico, propriedade sua.  Discute-se o grau de gravosidade do termo utilizado. Até já foi pedido parecer à douta Academia das Ciências. O caso é que, para traduzir o alegado acto em questão, não faltam vocábulos congéneres, ou seja, sinómimos. Senão, vejamos, um pouco ao calha: apossar-se, apoderar-se, deitar a mão, furtar, gamar, pilhar ou pifar, extorquir, espoliar, desviar, bifar, rapinar, saquear, subtrair, tirar, empalmar, catrafilar, abafar, etc., etc. Ou não se tratasse do país que somos! O certo é que, feita a análise semântica dos termos, acaba por se constatar que o menos gravoso é precisamente "surripiar", tal como "sorriso" é uma espécie de "riso" por baixo do bigode. É que o prefixo "sub" imprime aos vocábulos um certo grau de imprecisão. "Mutatis mutandis", o termo subrectangular não quer dizer propriamente rectangular, mas tendencialmente rectangular. Ora "surripiar". do ponto de vista etimológico, está conotado com o verbo latino "rápere", base de "raptare" , que por sua vez dá "roubar" em português. Donde se conclui, feitas as contas, que no domínio das "artes de furtar" (Padre António Vieira) a palavra "surripiar" (roubar à surrelfa, sen consentimento ou conhecimento do dono) é, desde logo, o termo infinitamente menos gravoso. É ou não é?

sábado, 4 de setembro de 2010

A saga das medalhas

No mandato autárquico do Dr. Dinis Cosme (PSD), presidindo à Assembleia Municipal o Prof. Dias Coimbra,  foi  proposta pelo deputado Carlos Dias, mais conhecido por Carlos da Capela, a atribuição da medalha de ouro do concelho de Arganil ao Embaixador Albano Nogueira e ao Prof. Doutor João de Castro Nunes, proposta que foi aprovada por UNANIMIDADE, como se fez constar nos órgãos da comunicação social, designadamente a "Comarca de Arganil".
Ora acontece que, em sessão solene, foi entregue a medalha ao Embaixador durante o executivo poresidado pelo Engº Silva (PS). Quanto à do Prof. Castro Nunes, que aliás não a agradeceu por se estar nas tintas para a homenagem,  ficou no rol dos esquecidos... até aos dias de hoje. Passada a patacos?...  Diga quem souber! O caso é que acaba de ser localizada, numa cas de penhores da capital, uma dessas medalhas posta no prego  por alguém que deve ter dado nome falso. Será a que estava destinada ao Prof. João de Castro Nunes,  Prof. jubilado da Universidade  Clássica de Lisboa?...  Se assim foi, serviu ao menos para matar a fome a alguém!   JOSÉ FONTINHA

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ratoneiros!

Acerca da expoliação de que foi vítima o Prof. Castro Nunes por parte da autarquia arganilense, corre na vila, em folha avulsa, a seguinte quadra, de autor por identificar:

     Foi caixeiro, foi caixeiro,
     foi caixeiro-viajante:
     depois deu em ratoneiro
     de certa altura em diante!