terça-feira, 7 de setembro de 2010

O DADO QUE FALTA

A propósito do material subtraído ou surripiado (entre um termo e outro, venha o diabo e escolha), por confessado arrombamento,  da caixa metálica existente nas instalações dos paços do concelho de Arganil  e contendo o inventário-geral do espólio arqueológico pertencente ao Prof. Castro Nunes, transcremos, com a sua autorização, o esclarecimento que o "Jornal  de Arganil", ao abrigo do direito de resposta, se recusou a publicar, mas que já é do domínio público, a saber:

"Mais de um ano se passou (19 de março de 2oo9) desde que, respondendo ao Engº Rui Silva acerca do "Espólio Arqueologico da Lomba do Canho" (12 de março de 2009), repus, neste mesmo jornal, "a verdade dos factos" por ele referidos e fraudulentamente apresentados para se limpar das mazelas que lhe imputei  no processo-crime que judicialmente lhe movi no Tribunal da Comarca de Arganil por má-fé no trato dado aos materiais arqueológicos por mim confiados à guarda da Câmara Nunicipal, então sob a sua presidência autárquica.

O certo é que, perante os factos relatados na sua inquestionável autenticidade, nem ele nem seus comparsas (Drª Regina Anacleto e cidadão Mário Vale) saíram a terreiro a contestá-los, assumindo pois a sua integral veracidade.

Pois bem. Antes de baixar o pano ou, por outras palavras, pôr um lajedo sobre tão escabroso assunto, importa esclarecer em que circunstâncias (quando, onde, como e por quem)  foi "descoberto" o tal inventário-geral do Museu Regional de Arqueologia que eu próprio promovi para meu uso pessoal e que foi levado a cabo pelos meus diligentes colaboradores nos intervalos das escavações arqueológicas em que tomaram parte, inventário que entretanto levou sumiço. Nunca mais ninguém lhe pôs a vista em cima. Falta apurar este dado da máxima importância para o esclarecimento do processo, pois tudo o mais foi por mimdevidamente esclarecido na resposta que dei ao Engº Rui Silva e foi aliás judicialmente comprovado, à excepção da sua eventual dolosidade. Fico aguardando.  JOÃO DE CASTRO NUNES".

Sem comentários: