quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Um caso de "aversão freudiana"?
De acordo com eminentes especialistas, de nível universitário, nos domínios da neurociência e, designadamente, no foro das interligações da matéria com o espírito, o que origina a chamada "consciência", tudo faz crer que a "osga" que o cidadão Mário Vale alimenta contra o Prof. Castro Nunes procede de uma espécie de "aversão freudiana" relacionada com a morte da sua filha, há coisa de meio século, às portas de Arganil, em circunstâncias escabrosas, que se tem procurado minimizar ou mesmo ocultar, pois está em causa a reputação do culpado, que só não foi incomodado pela justiça graças à generosa intervenção do pai da criança a seu favor. O certo é que, segundo as mais recentes investigações, como por exemplo as efectuadas e acabadas de divulgar por António Damásio no sua obra intitulada "O livro da consciência", essa hipótese é mesmo de considerar. É que não existe fumo sem fogo ou vice-versa. Há séculos que diz o povo que "ódio velho não cansa". Que será isso de "aversão freudiana"? Do que se haviam de lembrar! É o que dá mexer nas sombras do passado, ainda que distante!
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3 comentários:
A propósito do nome Mário, referido neste post, encontrámos num velho e poeirento alfarrábio, como gostava metaforicamente dizer Neruda, a seguinte curiosa alusão, a que não deixámos de achar imensa graça, sem qualquer espírito de ofensa, evidentemente:
Os termos dão as suas cabriolas,
pois segundo a versão dos dicionários,
se os Mários não são todos mariolas,
estes na origem terão sido Mários!
A propósito das causas que freudianamente podem gerar uma aversão irreprimível, transcremos neste blogue o poema da autoria do Prof. Castro Nunes, considerado hoje em dia, nos meios académicos, e não só, o mais representativo poeta da actualidade em língua portuguesa, poema que está fazendo furor nas tertúlias culturais:
PSICANÁLISE
Ninguém se encontra livre de esbarrar,
num momento qualquer da sua vida,
com qualquer mariola, que em seguida
nos passa intimamente a detestar!
Existirá no fundo uma razão
difícil por si só de definir,
mas que talvez se possa atribuir
com Freud aos labirintos da aversão.
Só Deus sabe o que está, conforme creio,
por trás dos sentimentos de um fulano
que connosco se cruza num passeio.
Sem se saber ao certo em que consiste,
alguma coisa neste aspecto existe
as suas leis impondo ao ser humano!
JOÃO DE CASTRO NUNES
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