sábado, 9 de outubro de 2010

Estórias de falos

Toda a gente sabe o que é um falo, ou seja, aquilo que em linguagem popular se chama um caralho. Há-os de todos os os tamanhos e feitios, sendo particularmente referido o da criação de Bordallo Pinheiro, em barro, de enormes proporçoes e horrivelmente feio, grotesco. Vamos, a propósito, lembrar um episódio ocorrido em Góis, quando o sr. Fortunato, que Deus haja, era o chefe da secretaria da respectiva escola básica. Já lá vão uns anos. O caso conta-se em poucas palavras.
Na qualidade de genro do farmacêutico local, o sr. Luís Martins, excelentíssima pessoa, o Fortunato costumava levar para a escola uma certa quantidade de preservativos para vender discretamente, sem que as pessoas tivessem de passar pela farmácia, dando nas vistas. Sabedora do caso, a directora passou a revistar-lhe as gavetas da secretária para lhe perverter o negócio, denunciando-o às competentes autoridades escolares. De que se havia de lembrar o brincalhão do Fortunato? Numa das gavetas colocou um daqueles marmanjos do Bordallo. Ao deparar com ele, a directora, entre escandalizada e ofendida, deitou-lhe a mão e, metendo-o no cofre-forte da escola, instaurou-lhe um processo disciplinar, que terminou em tremenda gargalhada e hilariante galhofa por parte dos inspectores... para encavacação e escarmento da abelhuda directora, que pouco depois pediu a sua transferência para a escola da Lousã. Tão certo como eu me chamar Gaudêncio.
Será que o caso vai repetir-se ... em Arganil?

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